quinta-feira, 16 de junho de 2011

Fin d'année Sambacademia


Fille de Porta Bandeira ("porte drapeaux" en français, ce sont les dames qui portent le drapeau lors des défilés du Carnaval de Rio, c'est un rang de prestige), elle suit le même chemin que sa mère à l'école de samba Uniao da Ilha do Governador. Dès l'âge de 7 ans, elle apprend la samba, et intègre le carnaval de Rio de Janeiro. Elle découvrira plus tard le Modern-Jazz, la Street Dance la Gafiera et les danses afro-brésiliennes. Pendant son adolescence, elle concilie ses études de danse avec la participation à divers événements pour différents groupe, et de nombreux festivals.

C'est à 17 ans qu'elle se professionalise auprès de le Syndicat de Danse de Rio, elle danse alors pour des shows télévisés à l'occasion de nombreux évènements populaires, de nombreux spectacles au Brésil et elle réalise des tournées internationales. En 2005, elle décroche une place de danseuse au Brasil Tropical de Paris Montparnasse. C'est en 2007 que le fameux cabaret repère ses talents de chanteuse. Parallèlement Vanessa développe son propre groupe Sambatida.

Elle consacre une partie de son temps à l'enseignement de la samba et de la danse traditionnelle de Rio, la samba carioca dont elle réalise ses propres chorégraphies.

Mais um ano de curso que se acaba e eu estou radiante com o resultado. Minhas alunas madaram muito bem, boa técnica, boa energia e um agradàvel ambiente em sala de aula.
Tenho sorte de encontrar pessoas que se interessam pela cultura do meu paìs e por isso me dedico 100%.
Agora vamos curtir "férias" e voltaremos em outubro, com a possibilidade de aterrisarmos na Marquês de Sapucaì no carnaval de 2012. E vamos que vamos!!

domingo, 12 de junho de 2011

Uma rapidinha...





Essa foi boa!
Fui à Amsterdam para fazer um espetàculo e foi muito engraçado.
Saìmos de Paris por volta das 11hs em direção à capital da Holanda. Depois de umas longas horas de viagem chegamos ao local do show, um hotel no coração da cidade.
Fomos muito bem recebidos pela equipe responsàvel, que nos ofereceu um pequeno passeio depois trabalho.
Uma moça bonita, alta, loira e bem simpàtica nos dava as boas vindas e com um jeito meio sem jeito nos advertia:"Como vocês sabem aqui é liberado, mas por favor usem depois do show." Eu cai na risada...
Logo de inìcio paramos em um bar(coffeshop) que vende uns bolinhos de chocolate de maconha. Sò pra você ter uma noção, eu entrei e sai tonta. Nessa foto estou com minha xarà Vanessa com o tal "gateau au chocolat".
Logo em seguida começamos a ver uma espécie de vitrine com mulheres semi nuas, expostas como mercadorias. Que sensação estranha! Chamei aquela rua de Rua do Açougue.
As "meninas" se incomodavam com a presença de cameras fotogràficas mas consegui tirar foto de uma vitrine vazia.
Na sequência, muitos turistas passeavam por aquelas ruas em busca do proibido e nòs jà exaustos proucuràvamos a saìda daquela aglomeração. Nosso desejo era voltar pra casa. E o meu desejo era sair daquela loucura!

sábado, 11 de junho de 2011

Fe-Li-Ci-Da-De!!!

As mulheres são mais felizes que os homens?

Um estudo da Universidade de Cambridge concluiu que, no início da vida adulta, as mulheres são mais felizes do que os homens. Por outro lado, os homens são mais felizes após os 40 anos. A experiência clínica de Heloisa Yoshida confirma os resultados da pesquisa. "Na fase entre 25 e 35 anos, as mulheres estão geralmente muito felizes, porque encontraram o seu parceiro, algumas são mães, enfim, realizaram o sonho da maternidade, do casamento e da carreira. Os homens, por sua vez, mesmo se casados, ainda não conquistaram a sua receita de felicidade, que é ter segurança e estabilidade financeira. A família e a paternidade vêm depois. Conhecer esta realidade pode ajudar as mulheres a entender a falta de envolvimento do homem nos relacionamentos e no trato com os filhos."

O Corpo feliz

Quando estamos felizes, o nosso corpo libera endorfina e outros hormônios relacionados ao bem. "O corpo fica em um estado de relaxamento muscular apropriado à atividade que se está desempenhando. Assim, todas as funções fisiológicas são feitas de maneira mais adequada. Felicidade faz bem à saúde." Como a felicidade é um estado de alegria, satisfação extrema e serenidade, o corpo, na ausência de estresse e pensamentos destrutivos, vai demonstrar esse equilíbrio com a ausência de doenças, respiração compassada, pele viçosa, pressão arterial equilibrada e boa digestão.

Não faça de sua vida um drama, seja leve e otimista. Encare tudo com o pensamento positivo...

Como diz o provérbio, não há felicidade que sempre dure e tristeza que nunca acabe. Assim, estar e sentir-se feliz não exclui os momentos de tristeza, dor, sofrimento, decepções amorosas, doenças de parentes e amigos ou perdas. É isso mesmo, é possível ser feliz mesmo na presença da dor e da tristeza. "Aliás, poderíamos, dizer que a tristeza e a felicidade são os dois lados da mesma moeda. A tristeza é o mecanismo psíquico que favorece a reflexão e nos desenvolve racionalmente para encontrarmos saídas e alternativas para solucionar os problemas".
Eu sou feliz e você?

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Liberdade Mediterrânea


Tunisia.
"... Un dinar, un dinar"
A população tunisiana esta sentido na pele o peso da revolução. A pobreza salta os olhos, num clima de desespero pela sobrevivência eles vão vivendo dia apÒs dia.
Lojas sem mercadorias, restaurantes vazios, o povo na rua pedindo, é lamentàvel!
Apesar de tudo o povo tunisiano é feliz, é carismàtico, estão otimista na espera de um governo melhor e que olhe por todos aqueles necessitados.
Boa Sorte, Tunisia!

Re-Bonjour!!!

Salut les amis!!! Oi Galera!


Depois de tanto tempo longe deste espaço resolvi dar o "ar da graça", é estranha a sensação e não me pergunte o porquê.


Tantas novidades que nem sei por onde começar. O saldo é bem positivo!


E a expectativa é boa, otima, uhlala!


Até breve!




sexta-feira, 19 de junho de 2009

È duro ser negro no BRASIL!!!!!

Então é verdade, no Brasil é duro ser negro?”
A mais importante atriz de Moçambique diz ter sofrido discriminação racial em São Paulo
Eliane Brum

Fazia tempo que eu não sentia tanta vergonha. Terminava a entrevista com a bela Lucrécia Paco, a maior atriz moçambicana, no início da tarde desta sexta-feira, 19/6, quando fiz aquela pergunta clássica, que sempre parece obrigatória quando entrevistamos algum negro no Brasil ou fora dele. “Você já sofreu discriminação por ser negra?”. Eu imaginava que sim. Afinal, Lucrécia nasceu antes da independência de Moçambique e viaja com suas peças teatrais pelo mundo inteiro. Eu só não imaginava a resposta: “Sim. Ontem”.

Lucrécia falou com ênfase. E com dor. “Aqui?”, eu perguntei, num tom mais alto que o habitual. “Sim, no Shopping Paulista, quando estava na fila da casa de câmbio trocando meus últimos dólares”, contou. “Como assim?”, perguntei, sentindo meu rosto ficar vermelho.
Ela estava na fila da casa de câmbio, quando a mulher da frente, branca, loira, se virou para ela: “Ai, minha bolsa”, apertando a bolsa contra o corpo. Lucrécia levou um susto. Ela estava longe, pensando na timbila, um instrumento tradicional moçambicano, semelhante a um xilofone, que a acompanha na peça que estreará nesta sexta-feira e ainda não havia chegado a São Paulo. Imaginou que havia encostado, sem querer, na bolsa da mulher. “Desculpa, eu nem percebi”, disse.

A mulher tornou-se ainda mais agressiva. “Ah, agora diz que tocou sem querer?”, ironizou. “Pois eu vou chamar os seguranças, vou chamar a polícia de imigração.” Lucrécia conta que se sentiu muito humilhada, que parecia que a estavam despindo diante de todos. Mas reagiu. “Pois a senhora saiba que eu não sou imigrante. Nem quero ser. E saiba também que os brasileiros estão chegando aos milhares para trabalhar nas obras de Moçambique e nós os recebemos de braços abertos.”

A mulher continuou resmungando. Um segurança apareceu na porta. Lucrécia trocou seus dólares e foi embora. Mal, muito mal. Seus colegas moçambicanos, que a esperavam do lado de fora, disseram que era para esquecer. Nenhum deles sabia que no Brasil o racismo é crime inafiançável.

Lucrécia não consegue esquecer. “Não pude dormir à noite, fiquei muito mal”, diz. “Comecei a ficar paranoica, a ver sinais de discriminação no restaurante, em todo o lugar que ia. E eu não quero isso pra mim.” Em seus 39 anos de vida dura, num país que foi colônia portuguesa até 1975 e, depois, devastado por 20 anos de guerra civil, Lucrécia nunca tinha passado por nada assim. “Eu nunca fui discriminada dessa maneira”, diz. “Dá uma dor na gente. ”

Ela veio ao Brasil a convite do Itaú Cultural, que realiza até 26 de junho, em São Paulo, o Antídoto – Seminário Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito. Lucrécia apresentará de hoje a domingo (19 a 22/6), sempre às 20h, a peça Mulher Asfalto. Nela, interpreta uma prostituta que, diante de seu corpo violado de todas as formas, só tem a palavra para se manter viva.

Lucrécia e o autor do texto, Alain-Kamal Martial, estavam em Madagáscar, em 2005, quando assistiram, impotentes, uma prostituta ser brutalmente espancada por um policial nas ruas da capital, Antananarivo. A mulher caía no chão e se levantava. Caía de novo e mais uma vez se levantava. Caía e se levantava sem deixar de falar. Isso se repetiu até que nem mesmo eles puderam continuar assistindo. “Era a palavra que a fazia levantar”, diz Lucrécia. “Sua voz a manteve viva.” Foi assim que surgiu o texto, como uma forma de romper a impotência e levar aquela voz simbólica para os palcos do mundo.

Mais tarde, em 2007, Lucrécia montou o atual espetáculo quando uma quadrilha de traficantes de meninas foi desbaratada em Moçambique. Eles sequestravam crianças e as levavam à África do Sul. Uma menina morreu depois de ser violada de todas as maneiras com uma chave de fenda. Lucrécia sentiu-se novamente confrontada. E montou o Mulher Asfalto.

Não poderia imaginar que também ela se sentiria violada e impotente, quase sem voz, diante da cliente de um shopping em um outro continente, na cidade mais rica e moderna do Brasil. Nesta manhã de sexta-feira, Lucrécia estava abatida, esquecendo palavras. Trocou o horário da entrevista, depois errou o local. Lucrécia não está bem. E vai precisar de toda a sua voz – e de todas as palavras – para encarnar sua personagem nesta noite de estréia.

“Fiquei pensando”, me disse. “Será que então é verdade? Que no Brasil é difícil ser negro? Que a vida é muito dura para um preto no Brasil?” Eu fiquei muda. A vergonha arrancou a minha voz.

Li esta matéria e ainda nao cai na real. Gente, o que é isso?

De onde saiu esse povo estupido, primitivo e ultrapassado!!!



quinta-feira, 18 de junho de 2009

Esprit de la Fête

Quand Maurice Fleuret devient Directeur de la Musique et de la Danse en octobre 1981, à la demande de Jack Lang, il applique ses réflexions sur la pratique musicale et son évolution : "la musique partout et le concert nulle part". Découvrant en 1982, à l'occasion d'une étude sur les pratiques culturelles des français, que cinq millions de personnes dont un jeune sur deux, jouent d'un instrument de musique, il se prend à rêver de faire descendre les gens dans la rue.
Et c'est ainsi, en quelques semaines, que la Fête de la Musique est lancée, le 21 juin 1982, jour du solstice d'été, nuit païenne se référant à l'ancienne tradition des fêtes de la Saint-Jean.
"Faites de la musique, Fête de la Musique", la formule devenue mot d'ordre n'avait rien du slogan. Cette mobilisation des musiciens professionnels et amateurs, cette attention nouvelle portée à tous les genres musicaux, devenaient ainsi, à travers la réussite immédiate d'une manifestation populaire et largement spontanée, la traduction d'une politique qui entendait accorder leur place aux pratiques amateur ainsi qu'au rock, au jazz, à la chanson et aux musiques traditionnelles, aux côtés des musiques dites sérieuses ou savantes.
La gratuité des concerts, le soutien de la SACEM, le relais des médias, l'appui des collectivités territoriales et l'adhésion de plus en plus large de la population, allaient en faire, en quelques années, une des grandes manifestations culturelles françaises.Fête de la Musique / Faites de la Musique 21 juin>
Les grandes lignes de la Fête de la Musique, les faits marquants qui
ont jalonnés l’événement depuis sa création en 1982, ainsi qu’un mode
d’emploi dans une fiche « mesure pour mesure » éditée par la Direction
de la Musique, de la Danse, du Théâtre et des Spectacles.> Télécharger la fiche : (document PDF)
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Elle commence à " s'exporter " en 1985, à l'occasion de l'Année européenne de la Musique. En moins de quinze ans, la Fête de la Musique sera reprise dans plus de cent pays, sur les cinq continents.
Si sa dimension européenne reste la plus visible, maintenant que Berlin, Budapest, Barcelone, Istanbul, Liverpool, Luxembourg, Rome, Naples, Prague, la Communauté Française de Belgique, Santa Maria da Feira... ont signé une "charte des partenaires de la Fête européenne de la Musique", la Fête s'est développée à San Francisco, à New-York, à Manille, et est pratiquement devenue fête nationale dans de nombreux pays du continent africain, sans parler du Brésil ou de la Colombie.
Succès international, phénomène de société (un timbre poste lui est consacré en 1998), la Fête est aussi porteuse des nouvelles tendances musicales, que souvent elle annonce, que toujours elle traduit: renouveau des musiques traditionnelles, explosion des musiques du monde, développement des chorales, apparition du rap, de la techno, retour au carnaval musical...
Sa réussite visible en centre-ville occulte bien d'autres dimensions : elle entre dans les prisons, partage la vie des malades et du personnel à l'hôpital, rapproche les établissements scolaires et les écoles de musique, établit des liens et des échanges entre la ville et la banlieue, irrigue les communes rurales, valorise le travail de plusieurs mois ou de toute une année d'un individu, d'un groupe, d'une association ou de toute une communauté. Sans être jamais instrumentalisée, la Fête de la Musique favorise ainsi naturellement la démocratisation de l'accès aux pratiques artistiques et culturelles.
La réussite de la Fête est d'abord celle des multiples réseaux qui s'activent en prévision du 21 juin. Ils peuvent être institutionnels, comme les Théâtres Lyriques, les Orchestres nationaux et régionaux, les Ensembles de musique de chambre, les Conservatoires, les Ecoles de musique..., professionnels comme les Scènes de Musiques Actuelles (SMAC) et Cafés Musique ou les Antennes du Printemps de Bourges.
A cette occasion, les grandes fédérations amateurs mobilisent leurs relais dans toute la France qu'il s'agisse de la Confédération Musicale de France pour les Fanfares, les Harmonies et la pratique amateur en général ou de A Coeur Joie pour les Chorales. Les équipements sociaux et culturels, les associations locales aident à révéler les nouvelles expressions musicales. La vitalité de la Fête compte aussi avec les énergies de tous les " volontaires " qui se mobilisent individuellement pour apporter à cette journée exceptionnelle sa part fondamentale de spontanéité, son allure de transgression joyeuse.En l'espace d'une génération, la Fête manifeste ainsi sa capacité permanente à se réinventer, ingénieuse et vivace, issue de l'institution, mais ayant choisi - comme la chanson - de vivre sa vie dans la rue